Os gaúchos dizem que "cusco ovelheiro não tem cura; só matando". Lá em Triunfo a prescrição é para o cachorro "comedor de ovo". Um e outro cães têm em comum o deletério hábito alimentar. Tem que ser assim com os políticos, são incuráveis. Morte – política, fique claro – para eles. Joaquim Roriz de novo. Pede R$ 300 mil emprestados para Nenê Constantino, o dono da Gol. Nenê precisa fazer dinheiro e emite um cheque de sua conta no Banco do Brasil, no valor de R$ 2.231.115,60 (aí deve ter do IPMF, táxi, lanche, etc.), passa para o presidente do Banco Regional de Brasília, Tarcísio de Lima. Dr. Tarcísio saca a dinheirama em seu banco estatal, enche uma sacola, leva ao escritório de Nenê e partilha em três: R$ 271 mil para Joaquim Roriz, R$ 29 mil para Benjamin Roriz, primo do outro e ex-secretário do governo do DF. O resto vai para Nenê Constantino – que levanta dinheiro que não tinha no Banco do Brasil. Se tivesse, bastava dar um cheque de R$ 300 mil para os Roriz. Político vaqueiro não tem cura.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
A gravidez de Joaquim Roriz
Brasília sempre foi normal - o que acontece lá, acontece no Brasil em escala menor. Nestes últimos meses Brasília passou a ser paranormal. Só a paranormalidade explica fenômenos que confundem a ciência e o senso comuns. Relevem o mau-gosto e procurem entender a sinuca metafísica do bloguista. Renan Calheiros pena para fechar a contabilidade de seus bois, que multiplicou como os peixes do Evangelho para pagar a pensão da namorada grávida. Agora é o também senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) envolvido os R$ 300 mil emprestados para pagar "a prenhez de uma bezerra", como justifica seu chefe-de-gabinete Valério Neves na edição de hoje do Correio Braziliense.
domingo, 24 de junho de 2007
Virados para a Lua
Irislene Stefanelli, a Íris, que conhecemos do BBB7 está revoltada com Diego Alemão. Conheceram-se no programa, sucumbiram ao apelo midiático do romance e logo em seguida Alemão deu-lhe o fora. Dispensar uma moça daquelas só se ela tivesse maus hábitos - tipo futucar o nariz na cama, e disso não há registro. Fora isso, o rapaz deve ter problemas, sérios, muito sérios. Vá lá. Mas cantar pra todos os ventos que o amor acabou! Não se faz uma coisa dessas, Alemão. Seja cavalheiro e dê até desculpa esfarrapada, como dizer que se apaixonou pelo ex de Grazi Massafera - outro que não sabe que nasceu virado para a Lua. Talvez a chave esteja exatamente nisso da Lua.
Mulher fatal é isso!
Brincar com o amor – o próprio e o concedido – das mulheres é fatal. E não há gargantilha de 150 mil dólares que conserte. Se é burra, vira alça de caixão, "quando um larga, outro pega", dizia o ator Zé Trindade. Mas se a mulher ferida for inteligente como Julia Lambert, personagem de W. Somerset Maugham, além da desforra, ela cresce. "Being Julia"; em tradução, A Outra Comédia, Ed. Globo, gaúcha. Filme de 2004, direção de István Szabó, com Annette Bening no papel-título. No elenco o genial Michael Gambon, além de Jeremy Irons, Maury Chaikin e Bruce Greenwood. Julia, linda e famosa atriz de teatro, leva o fora do namoradinho, metade de sua idade. É trocada por uma atriz, jovem, ascendente não pelo talento, mas pela beleza e pela sedução. Julia volta de um retiro para curar a dor-de-cotovelo e aceita papel secundário numa comédia. Estrela, a rival, diretor, o marido – também seduzido no jogo duplo da atriz; a moça mantinha um olho no peixe e outro no gato. Julia se faz de morto para traçar o coveiro: humilde, fraca nos ensaios, sempre secundária, coadjuvante, tudo aceito por todos. No dia da estréia, numa única cena, reverte a marcação do palco, altera o traje, fica em primeiro plano, improvisa. Desconcertada, a rival, perdida, esquece as falas, sufoca o ódio e reprime o choro. Julia rouba o espetáculo, destrói a rival, humilha o ex-namorado e desconcerta o ex-marido. Mais, ganha o respeito do filho. Vingança comida em prato frio, que Julia comemora com um copázio de cerveja.
Filme da madrugada, na TVA.
Filme da madrugada, na TVA.
sábado, 23 de junho de 2007
Cocô de cachorro - o politicamente incorreto e o ecologicamente cretino
Coisas de Mila, mascote do MAX, depois do passeio: "o pessoal passeia com os cachorrinhos, recolhe o cocô no saquinho plástico e joga o saquinho na grama. Por que não jogar o saquinho na lixeira ali em frente? Ou deixar o cocô na grama, junto com o xixi?" O ministro Magri estava certo, cachorro também é ser humano. Para o MAX é o único ser humano, os outros nem de cachorros merecem ser chamados. Para o MAX tem sido um desafio (eco)lógico. O cocô polui mais que o xixi? O saquinho não é biode(sa)gradável como o cocô? Ou o prefeito não quer que jogue cocô na lixeira? Me ajudem. Isto está mais complicado que o teorema de Fermat.
Antonio Fernando, mais dois anos na PGR
O presidente Lula deve ter ponderado: ruim com ele, pior sem ele. E nomeou Antonio Fernando Barros e Silva de Souza para mais um mandato como procurador geral da República. Parabéns, presidente, Antonio Fernando não faz besteira, não diz besteira, nem pensa besteira. Mulher, então, só a dele – e olhe que na PGR tem umas ferraris. Se o presidente tivesse consultado o editor do MAX – talvez a maior das falhas de Lula nos dois mandatos – não teria nomeado Antonio para o primeiro mandato. Antonio era tão caxias, tão legalista, tão teimoso, tão primeiro-lugar, que nunca passou cola nos cinco anos lá na Federal. Tá certo que era da turma do gargarejo, aquele povo da primeira fila, bem longe da última, onde estava o bloguista. Mas bem que podia emprestar o caderno. Nunca perdoei o Antonio Fernando por isso.
Bento Azambuja - entre a patricinha e o pé-de-chinelo
O mundo caiu sobre Bento Azambuja, o juiz trabalhista que rejeitou na audiência o brasileiro – literalmente – pé-de-chinelo. Ou pé-de-havaianas. Ele enfiou os dois pés na jaca, esquecido da primeira lição do direito do trabalho, a hipossuficiência, termo que identifica a clientela da Justiça do Trabalho – os pobres. Não vou atirar mais pedras, porque Bento está purgando o pecado. Além disso, gosto do Bento, fui advogado no inventário do avô dele, também Bento, e ele tem nome de papa. Devo a Bento um dos melhores momentos de advogado trabalhista, quando mirou um pé-de-chinelo jurídico. Foi assim: começa a audiência; do outro lado, pelo patrão, uma advogada jovem, bem nascida, bonitinha – devia ter feito três vezes o exame da Ordem. Pauta apertada, o processo exigindo ouvir testemunhas, Bento decide adiar a audiência sem fixar a data de continuação. Adiamento sine die, Bento registrou na ata. A coleguinha, forte no inglês, e só no inglês, não entende o latinório e pergunta a Bento: "Excelência, o que é esse "saine dai'". Bento, juiz novo, esboçou tentativa de explicar a morte do nariz. Acabou explicando o sine die. Não notei se a moça estava bem calçada.
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