terça-feira, 8 de maio de 2007
Questão acadêmica
Hassan Abdo, o Victor
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Quase um pastelão
Ah, esses gauleses...
domingo, 6 de maio de 2007
Wilde Pugliese, adeus
O "negócinho" d'Ele
sábado, 5 de maio de 2007
Alô Renato
John Wayne
E agora, Jozélia?
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Expresso Jabiraca
Terça Ele lança o Expresso Jabiraca, os ônibus para os deputados. Pra mim vai ter infinitamente maior alcance social que o Luz Fraterna, a Tarifa Social – quem inventa esses nomes?. Que dirá daquele Panela Cheia, do RR I – ou isso foi idéia do Tolstoi da agricultura, o Osmar?
Ele entende de povo, sabe do quê o povo precisa. Vejam a votação. E de jabiracas, então nem te falo - tem quatro lá no estábulo: o Fordeco com o logo da loja do vovô, um Santana que faça-me o favor, e aqueles dois conversíveis, brancos (ui!) e horrorosos, Alfa e Peugeot. Dizem por aí que agora incorporou a jabiraca máxima, um Jaguar, igualzinho àquele do PHX.
Como quem tem jabiraca tem medo, já vou avisando a malta e a turma do varal: também tenho uma flotilha de. Mas – assim como Ele – provo a fonte e a renda. E de mais a mais, jabiraca sai barato, tão barato que até se distribui em sorteio.
Tributo a Gordon Scott, Tarzan
Nasceu Gordon Weschkull, deixou no primeiro ano a faculdade de educação física e seguiu numa série de empregos: instrutor de tiro, de judô, luta corpo-a-corpo, guarda-costa, policial, cowboy e até vendedor. Alguém em Hollywood ficou impressionado pelo volume de seus bíceps (e só dos bíceps) e ele fez seis Tarzans entre 1955 e 1967. Num desses, "A maior aventura de Tarzan", tinha dois coadjuvantes peso-pesado, Anthony Quayle e Sean Connery – que só virou 007 em 1962. Depois disso, a Holywood pré Schwarzenegger passou a buscar Tarzans menos bombados e Gordon Scott foi acolhido na Itália, onde fez dezoito filmes, entre históricos, daqueles míticos Macistes e até um "Filho do Sheik". Tinha uma excelente química – nada de "coisa de pele", como Lula e Requião – com Steve Reeves, outro fortão bonitão, com quem fez "Rômulo e Remo".
Casou-se com Vera Miles, a melhor das loiras de Hitchcock, e tiveram um filho, Gordon Scott. Era um Tarzan com um sorriso algo cínico, meio maroto, mais para cowboy que para homem-macaco.
Adeus, Gordon.
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Mayck & Lyan
Acessem o You Tube, vejam e ouçam os meninos. Não chegaram ao vinte anos, começaram no Raul Gil, em disputas de calouros, aos treze. Sempre com música de raiz, interpretando repertório de Cascatinha & Inhana, Tião Carreiro & Pardinho e quem mais o R. Gil mandasse. Mayck no vozeirão, no físico e na altura, em tudo lembra Elvis. E se isso não bastasse, também é bonitão. Tem lá uma interpretação daquele velho "Raízes", de Michael Sullivan e Paulo Massadas. Vale a pena. O Lyan, retraído, meio que sufocado pelo carisma e appeal do Mayck, irmão mais velho, algo protetor, é um baita músico. Atentem para seu desempenho na viola e na guitarra.
E já que estão no Tube, curtam a inteligência e criatividade de T. Carreiro & Pardinho no "A coisa ficou bonita", louvando o congelamento no governo Sarney.
Carta ao deputado Marcelo Rangel
O senhor é parente do coronel Sidney, ou irmão do Guilherme da Tuiuti? Desculpe, é que sou curitibano, e aqui a gente se introduz situando primeiro as relações de família. Aí na Assembléia, com essa encrenca do nepotismo, o senhor decerto percebeu que é pura má-vontade dos promotores. Com certeza eles são gente de fora. Afinal, a família é a célula-mater da sociedade; não raro até do governo.
Caro deputado – prefere Rangel ou Marcelo? -, não vou tomar seu tempo, pois o senhor está ocupado orientando a assessoria no exame minucioso daquele calhamaço de documentos da publicidade. Como é coisa que vai e vem, entra governo e sai governo, tão antiga que eu chamaria essa papelada de cartapácio – tenho aqui um desses, do primeiro publicitário estatal da língua portuguesa, o Luiz de Camões (parece que aquela coroa de louros dele custou manilhas, digo, os tubos, para a coroa portuguesa).
Rangel, posso lhe fazer uma pergunta boba? Aviso, não sou seu eleitor, nem de seu partido. Sou um daqueles dez mil, sabe? Crítico, pueblino e requiânico-subterrâneo (é que ultimamente tenho tido que esconder isso, tanto me pegam no pé. Parece até a Santa Inquisição espanhola, me obrigando a queimar o kipah e receber a hóstia).
A pergunta, caro Rangel: por que o governo precisa fazer publicidade – não estou falando da dos editais, sim daquela, travestida de notícia, como a do Correio Paranaense? Fico pensando: governo não tem concorrência, governo não disputa mercado, governo não vende produto, governo não tem que mostrar o que faz; basta fazer.
Não vou perguntar mais porque acabo insistindo na bobagem. Nem espero sua resposta – quem sou eu pra tanto? Mas, Marcelo (curitibano quando tem interesse arromba a intimidade), pense nisso.
Deste seu, atento e obrigado,
Rogerio Distefano
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Carta de Puebla
Sanepar e as despesas de publicidade
O Correio Paranaense
Alguém aí conhece a Editora Correio Paranaense Ltda.? Eu até que gostaria, pois seu jornal O Correio Paranaense deve ter uma excelente seção de horóscopos. Vasculhei bancas e bancas de Curitiba e Região Metropolitana. Fui até pesquisar na internet. Em vão. É pena, porque deixamos de conhecer uma empresa de excepcional crescimento e com certeza excelente corpo editoral. Devia até lançar ações na Bolsa. Confiram os números e a evolução anual do faturamento:
2004: R$ 5.250,00 - a partir de abril, em trabalhos para as secretarias da Educação, Ind. e Comércio e Cultura
2005: R$ 944.849,50 - o ano inteiro, para as secretarias, autarquias e estatais; o forte, Sanepar
2006: R$ 1.687.797,00 - o ano inteiro, idem, idem.
Mas refreio meu ímpeto de investidor quando vejo o faturamento de 2007: R$ 73.768,00 - para todos, forte a Sanepar. Isto nestes quatro meses, o que significa que, mantida a média, não chega aos R$ 200.000,00 até dezembro. O que acontece com a Editora? - Cresce de 2004 a 2006 e cai abruptamente em 2007? Mudou o governo, mudou a política, mudou a editora?