quarta-feira, 2 de maio de 2007
Se orienta, Botto!
Carta de Puebla
Sanepar e as despesas de publicidade
O Correio Paranaense
Alguém aí conhece a Editora Correio Paranaense Ltda.? Eu até que gostaria, pois seu jornal O Correio Paranaense deve ter uma excelente seção de horóscopos. Vasculhei bancas e bancas de Curitiba e Região Metropolitana. Fui até pesquisar na internet. Em vão. É pena, porque deixamos de conhecer uma empresa de excepcional crescimento e com certeza excelente corpo editoral. Devia até lançar ações na Bolsa. Confiram os números e a evolução anual do faturamento:
2004: R$ 5.250,00 - a partir de abril, em trabalhos para as secretarias da Educação, Ind. e Comércio e Cultura
2005: R$ 944.849,50 - o ano inteiro, para as secretarias, autarquias e estatais; o forte, Sanepar
2006: R$ 1.687.797,00 - o ano inteiro, idem, idem.
Mas refreio meu ímpeto de investidor quando vejo o faturamento de 2007: R$ 73.768,00 - para todos, forte a Sanepar. Isto nestes quatro meses, o que significa que, mantida a média, não chega aos R$ 200.000,00 até dezembro. O que acontece com a Editora? - Cresce de 2004 a 2006 e cai abruptamente em 2007? Mudou o governo, mudou a política, mudou a editora?
Tucuruvi, tucuruvia, tucuruvíamos
Aplauso para a polícia paulista e seu excepcional tino investigativo. Nada de prendo e arrebento ou de requisitar a fita de vídeo. Os talentosos policiais limitaram-se a pedir a senha da conta.
Tucuruvi, tucuruvi. Chamei um craque no tupi-guarani, o Zeca Mercer, que explicou: "é que nem aquela tonga na mironga do Vinícius, um palavrão. Tu-cu-ruvi é frase completa, com sujeito, predicado e – principalmente – objeto, convite que os guerreiros faziam uns aos outros quando estavam longe de casa".
terça-feira, 1 de maio de 2007
O Monge quase foi
Correria, gritaria e energia da Irmã fizeram o Monge reviver, assim como Lázaro – não, lázaro, simples e em dupla, definitivamente não! Eles praticam outra crença.
Na ressurreição o Monge confessou: teve uma visão. Apareceu-lhe o Capataz do alto de uma torre alta e estreita, uma cidade desconhecida, montado num corcel branco e alado, luzes irradiando do corpo e brandindo vigorosamente um alfanje. Ao pé da torre, centenas, famílias inteiras, pais, filhos, irmãos, sobrinhos, parentes e afins, desesperados pediam a atenção do Capataz – que só ao Monge dirigiu um sorriso, tocante no carinho e na doçura.
O bom doutor Kubiak, nosso irmão, amigo e médico do Monge, tranqüilizou a todos do Credo que lá estavam. É normal, trauma cirúrgico. Mas advertiu: o Monge está sofrendo de variante da síndrome de Estocolmo, que provoca no seqüestrado proteção e afeto para com o seqüestrador...
As tentações da Granja
Por que o Monge voltou? - A urgência do culto, que cresce a cada dia, criando filas e impondo senhas aos romeiros que disputam sua benção na Gruta da Carmelo? Ou o chamado do Alto, sempre o requisitando pela sarça ardente?
O Monge enche de dúvidas e mortifica os devotos. Nem aos que com ele, e por ele, alcançaram a graça revela suas intenções, seus desígnios mais íntimos. Limita-se a repetir as Escrituras: a granja, perdão, a casa do pai tem muitas moradas...Nada diz sobre "preparar-nos lugar".
Compostela, de onde traria acabada sua doutrina, está cada dia mais distante, quase esquecida. O Monge agora só fala em outro caminho, o de Damasco.
Rezemos pelo Monge.