Roberto Mangabeira Unger deixa Harvard e assume ministério de Lula - antes, baixava o sarrafo no metalúrgico apedeuta. Um exemplo para essa brasileirada que corre atrás da dupla cidadania, sempre envergonhados do Brasil. Hoje o professor foi ao beija-mão com o presidente, em Brasília. Só toma posse na terça, pois Lula - conta outra - não estava preparado. Falando em beija-mão, não foi o avô dele, Otávio Mangabeira, que beijou a mão do presidente Eisenhower em pleno Senado, quando o presidente dos EUA e antigo comandante geral dos Aliados na II Guerra Mundial visitava o Brasil? No meu tempo de estudante a foto era o símbolo maior do entreguismo. Será que Requião, líder da esquerda nos anos 60, vai convidá-lo para a Escolinha? E convidando, vai perder o mote? A conferir.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Emagrecer e surtar
Começo a entender internamentos e descontroles de poderosos. A causa tem nome: Acomplia, nome comercial patenteado pelo Laboratório Aventis (EUA) para o princípio ativo do rimonabanto, a última palavra em remédio para emagrecer. Combate a gordura visceral, aquela que vem mais do fundo da barriga. No Brasil a venda é permitida; nos EUA os médicos pedem que o governo proíba. Só gente poderosa pode bancar R$ 750,00 pela embalagem de 56 drágeas, acessível em importadoras. Com tanto dinheiro daria para comprar a produção diária de empadinhas do Caruso. Ou umas vinte garrafas do "Reserve du Contremâitre", indispensável vinho produzido em Bento Gonçalves, RS. Em tempo: a secretaria de Saúde do Paraná não "disponibiliza" o medicamento.
Fundo Estadual de Cultura (2)
Estou procurando na lei do orçamento deste ano se os recursos para o Fundo Estadual de Cultura são supridos também pelos incentivos fiscais da lei 13.131/01. Por experiência sei que os fundos, além de ficções legais são ficções financeiras - só existem na contabilidade do governo. Mas a lei de orçamento do Paraná prevê R$ 5.167.560,00 para o Fundo. Se neste total estão incluídos os incentivos que o Supremo declarou inconstitucionais, o Fundo estará comprometido de alguma forma; para mantê-lo será preciso abrir créditos suplementares ou não cumprir programas. E a Comissão Estadual de Desenvolvimento Cultural, criada na lei 13.131/01 para gerir o Fundo? Pelo jeito morreu. O saite da Secretaria de Cultura - por sinal, de uma indigência só comparável aos programas culturais - nada esclarece. Informa-se alhures, no saite geral do poder executivo, que a comissão foi instalada e funcionou entre 2002 e 2003. Em bom juridiquês, a lei 13.131 não pegou.
Relaxem e curtam
Só pra relaxar. Entrem no Kibe Loco e vejam a tradução do Relaxe e Goze, de nossa sexóloga doTurismo.
Operação Recordar
Mais uma, a Operação Aquarela, empresários privados, funcionários públicos e dirigentes de bancos estatais sangrando as burras do Tesouro. O nome, homenagem a título publicado pela editora de um dos envolvidos. Segundo a Polícia Federal, operavam, claro, com empresas de fachada, uma delas, Aton Tecnologia. Seria nota, seguramente fria, ao contrário? Esperteza demais dá nisso.
Marcelo Almeida e a reforma política
A reforma política, que felizmente está empacando no Congresso, trouxe a grande novidade do voto de lista. Os eleitores votariam na lista aprovada pelo partido. Piada pura num sistema que não pratica a fidelidade partidária, que até consta de lei há décadas - invenção do regime militar, que nem precisava dela. Voto de lista lembra a República Velha. De tudo que repercutiu na imprensa destaque para a posição do deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR): a prioridade é o voto distrital. O resto é secundário.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Renan - o decoro e Cafeteira
Tem água no bule do Epitácio Cafeteira, relator no Senado do imbróglio Renan Calheiros-Mônica Veloso. Cafeteira queria arquivar, falta de provas, diz ele (v. postagem de hoje). O Jornal Nacional acaba de revelar o contrário: existem provas - e documentais, como Cafeteira exigiu - de que Renan utilizou notas fiscais de empresas fechadas, com um número de reses superior ao efetivamente vendido. Tudo para justificar renda de R$ 1,9 milhão de reais, que daria suporte à pensão que Renan pagava à jornalista. Está faltando alguém no processo: chama-se Epitácio Cafeteira, o relator.
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