Sergio Botto voga na Turquia, apresentando trabalho no congresso internacional sobre segurança. Será que está se preparando para cargo na área? No almoço only for women, ontem numa cobertura do Batel, as damas nem aí para a destruição da pracinha. O assunto: Botto (coisa mais chata!) tem novo emprego, "confidenciou" uma das senhoras. Estava lá uma amiga do MAX, e muito mais amiga do Botto, que confirmou: "claro que sim, agora é segurança de banho turco".
quinta-feira, 14 de junho de 2007
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Egon Bockmann Moreira, Processo Administrativo
Egon Bockmann Moreira, baiano, jeitoso e cobra em Direito Público. Professor da Direito Federal pelo prazer de ensinar, lança a terceira edição de seu Processo Administrativo (Malheiros, 2007). Três edições desde 2000 é sucesso editorial. Trata da lei federal 9.784/99, que instituiu o processo administrativo na União. A lei é importantíssima. E esquecidíssima, daquelas que não pegam - por falta de empenho do Estado, que não a difunde e não estimula sua utilização. Ao poder público em geral interessa que as disputas com ele sejam decididas pelo Judiciário; a solução demora, os administradores fogem da responsabilidade e a conta fica para o governo seguinte. Vejam o Paraná, que tem três projetos nos escaninhos da assembléia legislativa. Se Egon, como os advogados em geral, não torcesse o nariz para colegas blogueiros, seria convidado a escrever no MAX.
Operação Recordar
Como nossa memória é curta e um escândalo faz esquecer o outro, vamos lembrar as operações da Polícia Federal. Deram manchetes, ameaças de CPI e as coisas vão ficando para trás. Apenas para registro documental e histórico:
Operação Anaconda - juízes federais de S. Paulo envolvidos em crimes.
Operação Dominó - em Rondônia, com a prisão do presidente do Tribunal de Justiça e quase todos os deputados estaduais.
Operação Furacão - juízes de S. Paulo e Rio acusados da venda de sentenças para casas de bingo.
Operação Xeque-Mate - pessoas próximas ao presidente da República envolvidas na exploração de caça-níqueis.
Operação Navalha - políticos envolvidos na manipulação de licitações de obras públicas.
Gabinete de Segurança Institucional - funciona?
Dario Morelli, compadre do presidente Lula; Nilton Servo, amigo. O compadre inclusive circulava com o celular da primeira-dama - que diz que perdeu. Os dois apanhados na Operação Navalha. Não sabia, diz o presidente. Vamos aceitar a palavra dele, pode ser verdade, ele não tem como ficar cuidando de amigos e parentes gulosos - e aloprados. Mas a presidência tem o gabinete de segurança institucional, que existe também para informar o presidente e poupá-lo desse tipo de constrangimento. Fica a dúvida: o GSI investigou e o presidente não fez nada, ou o GSI não serve para nada.
Sergipanos porretas
Bola branca para a OAB de Sergipe: pede à assembléia legislativa CPI e ao Tribunal de Contas o afastamento do conselheiro Flávio Conceição, preso - já liberado - e investigado na Operação Navalha. Não bastasse isso, chamou o conselho nacional da Ordem para apoiá-la.
Lula é estadista. Lula é gente
A imprensa foi fundo na investigação da empresa do filho. Lula sereno. Agora, os grampos em Vavá, Genival, o irmão. Lula sereno. Além de sereno, contribui para seu folclore, cada dia mais rico: "Vavá é lambari num cardume de pintados". Depois põe o assunto em termos: as investigações são do regime democrático, as instituições do Estado devem fazê-las; errado é a imprensa saber antes da Justiça. Até pode ser mais um político cara-de-pau, como a maioria, e no mundo inteiro. No entanto, Lula cumpre a "liturgia do cargo" (folclore Sarney). Lula respeita e pratica a dignidade exigida pelo cargo. Ninguém viu - e seguramente jamais verá - um presidente Lula apoplético, irado, ensandecido, esbravejando e deturpando fatos para justificar o injustificável. Lula sabe, sem ter ido à escola, que uma vez eleito é representante do povo, todo o povo, não de uma tribo, de um grupo, de uma família. Ou de si mesmo.
Dicionário Requião para leigos - novos verbetes
ROMANELLI: o auxiliar que pronta, indistinta, inesperada, não raro impensadamente, expressa o pensamento, a vontade, os caprichos e a filosofia do líder supremo. Ex.: Doático é um romanelli. Ou Romanelli é um romanelli.
CORREIO METROPOLITANO: designativo para orgão de grande circulação destinado à publicidade e à propaganda do governo. Var.: diário oficioso de alta rentabilidade. Ex.: v. sítio "Gestão do Dinheiro Público".
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