Celso, precisamos parar de nos encontrar dessa maneira. Hotéis, restaurantes, bailes do desmanche, está dando na vista. Não agüento mais os comentários da empregada (também sua leitora, veja só), ciúmes, cara feia, aquela dor de cabeça na hora "h", essas coisas. Até Ele foi reclamar pro Monge, que me impôs penitência de quinze dias fora da Gruta. Sobrou até para a doce Ana Amélia. Só de raiva inventei o MAX. Agora você entrega tudo e elogia o MAX. Meus telefones estão com aquele chiado esquisito, sempre cai a ligação. As patroas devem estar grampeando a gente. É hora da gente discutir a relação.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Ah, esses gauleses...
começam a imitar os paranaenses: dez mil deles comemoraram ontem a vitória de Sarkozy. Ali, logo ali, na praça da Concórdia. É hora de darmos o troco e mudar o nome daquele logradouro do Centro Cívico: basta de praça da Discórdia, ou Nossa Senhora da Salete. Tio Ulisses deu a pista errada a Ele, lá atrás, nas aulas do Colégio Estadual: daquelas cabeças que rolaram na guilhotina só se aproveitava o Jean Paul Marat. Não é coisa da Dominó, não senhores. Até porque (argh) a Dominó vai ser mineira, turbinada pela Izaura e pela Germana.
domingo, 6 de maio de 2007
Jet Set
O editor do MAX cruzou casual e socialmente com Reinaldo Bessa, colunista da G. do Povo, aquele gentleman profissional. Aliviou-o de um saboroso Partagas e fez de tudo para chamar a atenção do jornalista para a elegância da patroa, que envergava um pretinho básico - e põe básico - de causar inveja. Nada. Então o MAX retalia e entra na praia do Bessa. E só de birra nada registra sobre o tuxedo da patroa dele.
Carta de Puebla
A conferência dos bispos latino-americanos aconteceu no México, em Puebla de los Angeles, entre 27 de janeiro e 13 de fevereiro de 1979. A imprensa do Paraná - aquela outra, na época não existia ainda a Agência de Notícias - esteve lá, pelo correspondente especial da Gazeta do Povo. Adivinhem quem? - Pois é, aquele "fofoquerro", o Celso Nascimento, como diria bem a propósito o saudoso dep. Miran Pirih. Descobri na Biblioteca Pública, nos velhos jornais lá arquivados. (Entre Ele e CN existe uma disputa estilo Ratzinger versus Boff). Aí vai uma das conclusões de Puebla. Fui fortemente tocado pela crítica à "releitura" de Cristo. Particularmente quando os bispos insistem na "salvação integral por amor transformante, de perdão e reconciliação"; nada disso do "Cristo como político, revolucionário, como o subversivo de Nazaré". Não misturar as coisas de Deus com as dos homens. Leiam. Meditem.
Em outros casos se pretende mostrar a Jesus como comprometido politicamente, como um lutador contra a dominação romana e contra os poderes, e inclusive implicado na luta de classes. Esta concepção de Cristo como político, revolucionário como o subversivo de Nazaré não se coaduna com a catequese da Igreja. Confundindo o pretexto insidioso dos acusadores de Jesus com a atitude de Jesus mesmo - bem diferente - se aduz como causa de sua morte o desenlace de um conflito político e se cala a vontade de entrega do Senhor e mesmo a consciência de sua missão redentora. Os evangelhos mostram claramente como para Jesus era uma tentação tudo que alterasse sua missão de servidor de Javé". Não aceita a posição daqueles que misturavam as coisas de Deus com atitudes meramente políticas. Rejeita inequivocamente o recurso à violência. Abre sua mensagem de conversão a todos, sem excluir os próprios publicanos. A perspectiva de sua missão é muito mais profunda. Consiste na salvação integral por amor transformante, pacificador, de perdão e reconciliação. Não resta dúvida, por outro lado, que tudo isto é muito exigente para a atitude do cristão que quer servir de verdade aos irmãos menores, aos pobres, aos necessitados, aos marginalizados, numa palavra, a todos os que refletem em suas vidas a face sofredora do Senhor.
MAX friendly
Amigos do MAX - que nunca sonhou ter tantos - reclamaram do modelo original, de fundo preto. Prejudica a leitura, era a queixa. Pois bem, mudou hoje. Se não gostarem, avisem. Estamos aqui para servi-los.
Wilde Pugliese, adeus
Wilde Pugliese, filho, marido, pai, avô, irmão, magistrado e amigo. Partiu ontem, depois de longo sofrimento. Não consola absolutamente dizer que não falhou em nenhum dos papéis. Foi excelente em todos. Deixa um legado de amor, honradez, sucesso e exemplos. E muita saudade, muita mesmo. À sua mulher e filhos, a quem deu atenção e esperança nos piores momentos da doença. Aos amigos e colegas, a quem ditou da cama mensagem de agradecimento e a quem jamais privou do sorriso franco e da acolhida calorosa. Foi juiz honesto, eficiente e dedicado. Exerceu a profissão sem arrogância e soberba. Seus filhos vivem nos valores que transmitiu e obedeceu por toda a vida. Foi um homem. Dos melhores.
Adeus, Wilde, querido amigo. Não suportei acompanhá-lo até a despedida final.
O "negócinho" d'Ele
Neste sábado à noite, recepção de casamento dos filhos do José Leon Zindeluk e do Miguel Krigsner. Entre os presentes Lerner e Requião. Lerner, alegre, solto, relaxado, muito cumprimentado. Tá certo, era um judeu ilustre em festa de judeus. Já Requião era o oposto: deslocado, amparado na Maristela, isolado, com aquela expressão típica quando sem a claque da Escolinha. Tentei cumprimentá-lo e desisti, pois desviou o rosto. Nem sei se ficou para o jantar, ninguém soube informar. O velho Requião de guerra ressurgiu na pilhéria: disse a um conhecido que este estava uma graça com aquele "negócinho na cabeça". O "negócinho", que Requião também portava, trata-se do kipah, o solidéu judaico. Com tantas leituras e tantos eleitores entre os judeus Ele devia saber o nome e a importância do "negócinho".
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