sexta-feira, 4 de maio de 2007

Arriba Dinelson

Esqueça essa maldade da crônica esportiva, de que você vacilou, foi estrela, ao bater direto e a bola ser desviada. Eles esquecem que o gol do Josiel foi você quem armou. Bola pra frente, tem mais jogo e nós vamos chegar lá. Nós paranistas não temos isso de ficar culpando o jogador, ainda mais você, que só nos tem dado alegrias – meu primeiro neto vai se chamar Dynnelson, Max Dynnelson, em sua homenagem, claro que com nome repaginado. Também não entramos nesse escapismo freudiano de culpar o juiz. Tá certo, é uruguaio, tem aquela síndrome de República Cisplatina, Mercosul, guerra das papeleiras, essas coisas. O adversário, meta na cabeça, é daqueles cavalos criados ali em Ciudad del Este, só dá pra saída.
Agora, meu rei, toma cuidado quando jogar na Vila. Trabalhei ali perto e sei das coisas. Naquela zona não tem urubu, como aquele que perseguia o Fluminense. Mas tem um cara ali por perto que dá chabu, lá isso dá.

Tributo a Gordon Scott, Tarzan

Ninguém superou Johnny Weissmuller, o primeiro Tarzan. Lex Barker quase chegou perto, mas era bonito demais para convencer (consta que foi ele, casado com Lana Turner, que mostrou o doce mistério da vida para a filha desta, aquela que depois matou o mafioso, namorado de Lana). Eu gostava mesmo do Gordon Scott, que morreu ontem, aos 80. Foi o primeiro com musculatura trabalhada, pouco convincente para um Tarzan criado na selva, embora haja controvérsias: meu amigo Marco Pinheiro, personal trainer, diz que ter sido criado pelos gorilas, que são primatas do chão – e não macacos das árvores – ele tinha tudo para desenvolver, e não alongar os músculos, como o Weissmuller. Aguentei duas Serramaltes com esse papo.
Nasceu Gordon Weschkull, deixou no primeiro ano a faculdade de educação física e seguiu numa série de empregos: instrutor de tiro, de judô, luta corpo-a-corpo, guarda-costa, policial, cowboy e até vendedor. Alguém em Hollywood ficou impressionado pelo volume de seus bíceps (e só dos bíceps) e ele fez seis Tarzans entre 1955 e 1967. Num desses, "A maior aventura de Tarzan", tinha dois coadjuvantes peso-pesado, Anthony Quayle e Sean Connery – que só virou 007 em 1962. Depois disso, a Holywood pré Schwarzenegger passou a buscar Tarzans menos bombados e Gordon Scott foi acolhido na Itália, onde fez dezoito filmes, entre históricos, daqueles míticos Macistes e até um "Filho do Sheik". Tinha uma excelente química – nada de "coisa de pele", como Lula e Requião – com Steve Reeves, outro fortão bonitão, com quem fez "Rômulo e Remo".
Casou-se com Vera Miles, a melhor das loiras de Hitchcock, e tiveram um filho, Gordon Scott. Era um Tarzan com um sorriso algo cínico, meio maroto, mais para cowboy que para homem-macaco.
Adeus, Gordon.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Lay out do MAX

Mudou novamente. Exigência da sogra, quem é doido de dizer não. Pedido das tias, e a elas nada se nega. Raphael Greca e outros sabemos disso. O MAX é daqueles meninos criados por tias. Cheio de triques.

Mayck & Lyan

Os nomes, coisa de doido, bem brasileira. Os pais devem ter conhecido dois irlandeses, Michael e Liam, e deu nisso. Pudera; o Ralph, do Christian & R., porta um Richardson como segundo nome! Nada contra, depois de minha queda pela Edilamar, páreo duro para a Hedy Lamarr – ou Hedwig Kiesler na Hungria. Difícil mesmo carregar na certidão um Maicovruni, que teve a sorte de crescer mais que o Mickey Rooney original. Ou aquele amigo, o Evanor, na época um eficiente anticoncepcional – não ele, muito ao contrário, o produto da Pfizer.
Acessem o You Tube, vejam e ouçam os meninos. Não chegaram ao vinte anos, começaram no Raul Gil, em disputas de calouros, aos treze. Sempre com música de raiz, interpretando repertório de Cascatinha & Inhana, Tião Carreiro & Pardinho e quem mais o R. Gil mandasse. Mayck no vozeirão, no físico e na altura, em tudo lembra Elvis. E se isso não bastasse, também é bonitão. Tem lá uma interpretação daquele velho "Raízes", de Michael Sullivan e Paulo Massadas. Vale a pena. O Lyan, retraído, meio que sufocado pelo carisma e appeal do Mayck, irmão mais velho, algo protetor, é um baita músico. Atentem para seu desempenho na viola e na guitarra.
E já que estão no Tube, curtam a inteligência e criatividade de T. Carreiro & Pardinho no "A coisa ficou bonita", louvando o congelamento no governo Sarney.

Do inspirador do MAX

Rogério Distefano, ex-diretor jurídico da Sanepar, colocou um blog no ar. Ele saiu da estatal junto com Sergio Botto de Lacerda, que o levou paral lá. São velhos amigos e companheiros de trabalho na Procuradoria Geral do Estado. O endereço é http://rogerio-distefano.blogspot.com . O MAXBLOG vai fazer o maior sucesso, afinal, Distefano conhece tudo das entranhas da empresa. (Blog do Zé Beto, zebeto@jornaldoestado.com.br).

De um excelso leitor do MAX

RD
Acabo de ver seu blog. Muito bom, muito bom mesmo! Parabéns! É o primeiro bem escrito que vejo aqui na terra das araucárias. Criativo. Impecável qualidade literária. Dou-me definitivamente por vencido: você é de um talento excepcional no manejo da última flor do lácio.
Minha senhôra, professora de francês e (bem) graduada em Literatura Portuguesa e Brasileira pela UFMG, compartilha, com mais conhecimento de causa, da minha opinião.
Darei uma nota na coluna sobre seu blog. E ofereço-me para, de vez em quando, colaborar.
Aceita?
Celso Nascimento

Carta ao deputado Marcelo Rangel

Caro deputado Marcelo Rangel
O senhor é parente do coronel Sidney, ou irmão do Guilherme da Tuiuti? Desculpe, é que sou curitibano, e aqui a gente se introduz situando primeiro as relações de família. Aí na Assembléia, com essa encrenca do nepotismo, o senhor decerto percebeu que é pura má-vontade dos promotores. Com certeza eles são gente de fora. Afinal, a família é a célula-mater da sociedade; não raro até do governo.

Caro deputado – prefere Rangel ou Marcelo? -, não vou tomar seu tempo, pois o senhor está ocupado orientando a assessoria no exame minucioso daquele calhamaço de documentos da publicidade. Como é coisa que vai e vem, entra governo e sai governo, tão antiga que eu chamaria essa papelada de cartapácio – tenho aqui um desses, do primeiro publicitário estatal da língua portuguesa, o Luiz de Camões (parece que aquela coroa de louros dele custou manilhas, digo, os tubos, para a coroa portuguesa).

Rangel, posso lhe fazer uma pergunta boba? Aviso, não sou seu eleitor, nem de seu partido. Sou um daqueles dez mil, sabe? Crítico, pueblino e requiânico-subterrâneo (é que ultimamente tenho tido que esconder isso, tanto me pegam no pé. Parece até a Santa Inquisição espanhola, me obrigando a queimar o kipah e receber a hóstia).

A pergunta, caro Rangel: por que o governo precisa fazer publicidade – não estou falando da dos editais, sim daquela, travestida de notícia, como a do Correio Paranaense? Fico pensando: governo não tem concorrência, governo não disputa mercado, governo não vende produto, governo não tem que mostrar o que faz; basta fazer.

Não vou perguntar mais porque acabo insistindo na bobagem. Nem espero sua resposta – quem sou eu pra tanto? Mas, Marcelo (curitibano quando tem interesse arromba a intimidade), pense nisso.

Deste seu, atento e obrigado,
Rogerio Distefano